Habitação

Tempestades: o que verificar na casa e no seguro antes do inverno

Telhado, caleiras, impermeabilizações e capitais seguros: uma lista prática para preparar a sua casa e o seu multirriscos para a época das tempestades.

  • 5 min de leitura
Neste artigo
  1. Comece pelo telhado e pelas caleiras
  2. Paredes, janelas e impermeabilizações
  3. O que está à volta da casa
  4. E o seguro? Quatro pontos a confirmar
  5. Se vive num apartamento
  6. Se a tempestade chegar: o que fazer
  7. Como podemos ajudar

Resumo Antes das primeiras chuvadas fortes, reserve uma manhã para dois tipos de verificação. Na casa: telhado, caleiras, janelas, impermeabilizações e tudo o que o vento possa arrastar. No seguro: se tem cobertura para fenómenos da natureza, como a apólice define “tempestade”, e se o capital seguro corresponde ao custo de reconstruir a casa. Se o capital estiver abaixo desse valor, a indemnização pode ser reduzida na mesma proporção.

O outono traz sempre o mesmo aviso: os primeiros temporais encontram as casas como o verão as deixou. Uma telha solta, uma caleira cheia de folhas ou uma junta de janela gasta parecem pormenores, mas são muitas vezes a porta de entrada da água. E um sinistro que podia ter sido evitado costuma sair bem mais caro do que a manutenção que faltou.

Comece pelo telhado e pelas caleiras

O telhado é a primeira defesa da casa e também o ponto mais exposto. Mesmo sem subir lá acima, consegue ver muito a partir do chão ou de uma janela alta:

  • Telhas partidas, deslocadas ou levantadas, sobretudo junto aos beirais e às cumeeiras.
  • Rufos e remates à volta de chaminés, claraboias e paredes, onde a água costuma infiltrar-se.
  • Caleiras e tubos de queda entupidos com folhas, terra ou ninhos. Se a água não escoa, transborda para as paredes.
  • Antenas, painéis solares e chaminés bem fixos, sem peças soltas.
  • Ralos de terraços e varandas limpos, para que a água não se acumule junto às portas.

Por segurança, não suba ao telhado sozinho nem em dias de chuva ou vento. Para reparações, chame um profissional e guarde a fatura: é um registo útil da manutenção da casa.

Paredes, janelas e impermeabilizações

A água nem sempre entra por cima. Procure sinais que indiquem que já está a entrar por outro lado:

  • Manchas de humidade, bolor ou tinta empolada em tetos e paredes.
  • Fissuras nas fachadas, sobretudo as que aumentaram desde o último inverno.
  • Juntas de caixilharia secas ou descoladas, e borrachas de janelas e portas gastas.
  • Impermeabilização de terraços e coberturas planas com bolhas, fissuras ou zonas levantadas.
  • Caves, garagens e arrecadações com sinais de entrada de água em anos anteriores.

Se encontrar algum destes sinais, trate-o antes das chuvas. Muitas apólices excluem danos que resultem de falta de manutenção, desgaste ou infiltrações lentas e continuadas. Uma reparação a tempo protege a casa e evita discussões no dia do sinistro.

O que está à volta da casa

Com vento forte, qualquer objeto solto pode tornar-se um projétil. Dê uma volta ao quintal, à varanda e ao terraço:

  • Recolha ou prenda vasos, mobiliário de exterior, guarda-sóis e brinquedos.
  • Verifique toldos, estendais e pérgulas.
  • Observe as árvores: ramos secos ou demasiado próximos do telhado devem ser podados.
  • Confirme o estado de muros e portões, sobretudo se forem antigos.

Lembre-se de que os danos que um objeto seu cause a terceiros, como o carro do vizinho, podem envolver a sua responsabilidade civil. Mais uma razão para prevenir.

E o seguro? Quatro pontos a confirmar

Tenha à mão as condições particulares da apólice (a folha com os capitais e as coberturas contratadas) e procure as respostas a estas perguntas.

1. Tem cobertura para fenómenos da natureza?

Nos seguros multirriscos habitação, tempestades, inundações e outros fenómenos da natureza aparecem normalmente como coberturas próprias. Confirme se estão incluídas na sua apólice. A cobertura de fenómenos sísmicos é, em regra, opcional e contratada à parte.

2. Como é que a apólice define “tempestade” e “inundação”?

Cada contrato tem as suas definições. Algumas apólices definem tempestade com base na intensidade do vento ou nos estragos verificados em edifícios da mesma zona. Leia também como distinguem uma inundação de uma infiltração ou de uma rotura de canos. Estas palavras decidem o que é pago.

3. O capital seguro está certo?

Para o edifício, o capital deve corresponder ao custo de reconstrução da casa, e não ao valor de mercado nem ao preço que pagou por ela. O terreno não conta. Num apartamento, inclui a parte proporcional das partes comuns.

Se o capital for inferior ao valor que devia estar seguro, aplica-se a chamada regra proporcional: salvo se o contrato disser outra coisa, a seguradora só responde pelo dano na mesma proporção. Um exemplo simples:

Exemplo Valor
Custo de reconstrução da casa 200 000 €
Capital seguro na apólice 150 000 € (75%)
Dano provocado pela tempestade 20 000 €
Indemnização com a regra proporcional até 15 000 €

A atualização automática dos capitais ajuda, mas não substitui uma revisão quando faz obras, amplia a casa ou compra bens de valor. O mesmo se aplica ao recheio: faça uma estimativa realista do que tem em casa.

4. Franquias, limites e o que fica de fora

Confirme o valor das franquias (o montante que suporta do seu bolso em cada sinistro), os limites por cobertura e as exclusões. Veja também se os bens guardados em garagens, arrecadações ou no exterior estão abrangidos e em que condições.

Se vive num apartamento

O telhado, a fachada e as caleiras são, em regra, partes comuns do prédio. Num edifício em propriedade horizontal, o seguro contra o risco de incêndio é obrigatório e deve abranger as frações e as partes comuns. Mas a cobertura de tempestades não é obrigatória. Pergunte à administração do condomínio que seguro existe para as partes comuns e o que cobre.

Se a tempestade chegar: o que fazer

  1. A segurança vem primeiro. Afaste-se de zonas de risco e, em caso de perigo, ligue 112.
  2. Registe os danos com fotografias e vídeo antes de arrumar ou limpar.
  3. Limite os estragos com medidas razoáveis: cortar a água ou a eletricidade, tapar provisoriamente uma abertura. Guarde as faturas destas despesas.
  4. Não deite fora bens danificados antes de falar com a seguradora, porque podem ser necessários para a peritagem.
  5. Participe o sinistro no prazo previsto no contrato. Se o contrato não fixar prazo, a lei dá oito dias a contar do momento em que tomou conhecimento. Quanto mais cedo, melhor.

Como podemos ajudar

Na VBM Seguros revemos consigo a apólice da sua casa antes do inverno: confirmamos as coberturas de fenómenos da natureza, explicamos as definições que contam e ajudamos a estimar se o capital seguro está adequado. E, se precisar, acompanhamos a participação do sinistro.

Peça uma simulação ou passe pelo nosso balcão em Coimbra. Saiba mais sobre o seguro de habitação.

Este artigo é apenas informativo: não substitui a leitura das condições da sua apólice. Em caso de dúvida, fale connosco.

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